Em seu primeiro dia na sede das Nações Unidas, a presidente do Instituto destacou a importância do acesso à justiça para mulheres e a necessidade de vigilância contra retrocessos nos direitos femininos.
A presidente do Instituto Pró-Vítima, Celeste Leite dos Santos, marcou presença nesta semana na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), representando a instituição em um momento de extrema relevância e simbolismo global: a 70ª sessão da Comissão sobre o Status da Mulher (CSW70).
O foco central das discussões no painel de estreia da presidente foi um tema que está no coração da missão do Instituto Pró-Vítima: o acesso à justiça para mulheres e meninas. O debate entre os líderes globais reforçou que garantir meios legais, proteção e acolhimento adequado é essencial para a consolidação dos direitos femininos e para o fortalecimento da igualdade de gênero.
Um marco na história recente da CSW
Durante a sessão, os participantes presenciaram um momento emblemático. Pela primeira vez na história recente da Comissão, não houve consenso total na votação do texto final. Ainda assim, o documento foi aprovado com ampla maioria, registrando apenas um voto contrário e quatorze abstenções.
Para Celeste Leite dos Santos, que vivenciou de perto as negociações em seu primeiro dia na ONU, o saldo do encontro é muito positivo, embora exija atenção.
Do compromisso à prática
O Instituto Pró-Vítima tem como premissa que legislações e acordos internacionais só cumprem seu papel quando mudam a realidade das pessoas na ponta. Refletindo sobre o desfecho da votação, Celeste destacou o papel fundamental da sociedade civil a partir de agora.
A participação ativa do Instituto Pró-Vítima em fóruns internacionais como a CSW70 reforça o compromisso da instituição em ser uma voz incansável na defesa das vítimas e na construção de um sistema de justiça mais humano, acessível e igualitário para todas as mulheres.












