Em entrevista ao âncora Leandro Magalhães, no programa News Noite, a presidente do Instituto Pró-Vítima alertou que o endurecimento das leis ainda não freou o crescimento da violência doméstica no Brasil.
A presidente do Instituto Pró-Vítima, Celeste Leite dos Santos, concedeu uma entrevista ao vivo para o programa News Noite, do SBT News, conduzida pelo jornalista Leandro Magalhães. A pauta central da conversa foi o recém-divulgado Mapa Nacional da Violência de Gênero, elaborado pelo Senado Federal, que trouxe à tona uma estatística devastadora: mais de 700 mulheres foram vítimas de feminicídio apenas nos primeiros seis meses deste ano.
Durante a participação, Celeste aprofundou a análise sobre o cenário da segurança pública para mulheres no país. A presidente destacou um paradoxo preocupante que desafia as autoridades e o sistema de justiça: o aumento contínuo da violência doméstica, mesmo diante de uma legislação cada vez mais rigorosa.
Lei severa, realidade cruel
Celeste explicou ao âncora Leandro Magalhães que, embora o feminicídio seja classificado como crime hediondo — com penas que, atualmente, podem chegar a 40 anos de prisão —, a punição prevista em lei não tem sido suficiente para intimidar agressores ou reduzir as estatísticas de morte.
A análise sugere que, para proteger efetivamente a vida das mulheres, é preciso fortalecer as medidas preventivas e garantir que a rede de apoio à vítima funcione antes que a agressão escale para o feminicídio.
O papel do Instituto Pró-Vítima
A presença do Instituto Pró-Vítima em veículos de grande alcance, como o SBT News, reforça o compromisso da organização em dar visibilidade a esses dados e cobrar políticas públicas que saiam do papel. O combate ao feminicídio exige não apenas leis fortes, mas uma mudança estrutural na forma como o Estado e a sociedade acolhem a mulher e punem a violência de gênero.




