A vítima teria sido atraída ao local do crime pelo ex-namorado. Quatro maiores de idade e um adolescente são investigados pelos abusos cometidos no início do ano.
Uma adolescente denunciou às autoridades ter sido vítima de um estupro coletivo em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O caso, que veio à tona com o avanço das investigações sobre o crime ocorrido no início deste ano, revela contornos de extrema crueldade e premeditação: a jovem teria sido atraída para o local dos abusos pelo seu próprio ex-namorado.
De acordo com as autoridades, cinco indivíduos são apontados como suspeitos de participarem da violência. O grupo é formado por quatro homens de 18 anos e um adolescente de 17 anos. O crime acende, mais uma vez, o alerta máximo sobre a segurança de meninas e mulheres e a brutalidade da violência de gênero no país.
A Perspectiva Especializada: Quebra de Confiança e Trauma
Para a Dra. Celeste Leite dos Santos — Promotora de Justiça em Último Grau do Colégio Recursal do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), doutora em Direito Civil, mestre em Direito Penal e presidente do Instituto Pró-Vítima —, o caso ilustra a gravidade das violências cometidas por pessoas do círculo íntimo da vítima.
Desdobramentos Legais
A presença de maiores e de um menor de idade entre os suspeitos implica dinâmicas distintas no sistema de justiça, mas que devem convergir para a responsabilização.
O Foco na Vítima: Prevenindo a Revitimização
Além da persecução penal dos agressores, a presidente do Instituto Pró-Vítima ressalta que a prioridade absoluta do Estado e da sociedade deve ser a proteção integral da adolescente.
Como buscar ajuda: O Instituto Pró-Vítima reforça que a culpa nunca é da vítima. Se você ou alguém que você conhece sofreu qualquer tipo de violência sexual, denuncie.
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Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
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Ligue 100 (Disque Direitos Humanos, especialmente para crianças e adolescentes).
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Procure a Delegacia da Mulher ou a delegacia mais próxima.




