A presidente do Instituto Pró-Vítima conversou ao vivo com a jornalista Paula Valdes no Tarde BandNews e ressaltou que cada caso representa uma vida interrompida, reforçando a urgência da denúncia e do acolhimento.
A presidente do Instituto Pró-Vítima, Celeste Leite dos Santos, participou recentemente de uma entrevista ao vivo no telejornal Tarde BandNews, da emissora BandNews TV. Em conversa com a jornalista Paula Valdes, o tema central foi um alerta urgente e doloroso: o alto índice de casos de feminicídio registrados no Rio Grande do Sul.
Durante a transmissão, Celeste fez questão de humanizar os dados alarmantes trazidos pela segurança pública, lembrando ao público que a contagem de vítimas vai muito além da matemática.
A quebra do ciclo de violência
Um dos pontos mais fortes da entrevista foi o apelo feito às mulheres que se encontram em relacionamentos abusivos e à sociedade que as cerca. À âncora Paula Valdes, Celeste explicou que o medo e a vergonha muitas vezes paralisam as vítimas, mas que calar-se diante de ameaças e agressões não evita desfechos fatais.
“Diante da violência, o silêncio nunca é proteção. Pelo contrário, ele fortalece o agressor e perpetua o perigo”, alertou.
Para a presidente do Pró-Vítima, a conscientização é o primeiro passo para salvar vidas, mas ela precisa vir acompanhada de uma rede de apoio estruturada. “É preciso denunciar, pedir ajuda e procurar por quem possa oferecer acolhimento real, seja através das forças de segurança, de redes familiares ou de instituições de apoio. Nenhuma mulher deve enfrentar essa batalha sozinha.”
O Instituto Pró-Vítima reafirma seu compromisso de atuar na defesa dos direitos das vítimas e no fortalecimento de políticas públicas que garantam segurança, justiça e amparo a quem mais precisa.
Para denunciar casos de violência contra a mulher, ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar) em caso de emergência.




