Para a promotora paulista Celeste Leite dos Santos, presidente do Instituto Brasileiro de Atenção e Proteção Integral a Vítimas (Pró-Vítima), a primeira dificuldade desses casos é que a própria vítima demora para se entender como tal e para “juntar forças para buscar ajudar”.
“Objetivamente, essas pessoas até poderiam ter procurado a polícia, mas desde que elas não estivessem numa condição de vulnerabilidade”, explica ela, que já atuou em casos do gênero em São Paulo. “A pessoa está tão envolvida na rede que não consegue se desvencilhar.”
De acordo com a promotora, “a força do grupo, que parece proteger as pessoas, na verdade, as fragiliza porque uma pessoa confia que a outra sabe o que está fazendo, e quem está operando mesmo é uma liderança”.
FONTE: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/06/brasil-nao-esta-preparado-para-crimes-cometidos-em-seitas-dizem-especialistas.shtml