Em entrevista recente ao telejornal Fala Brasil, da Record TV, a Dra. Celeste Leite dos Santos, presidente de honra do Instituto Pró Vítima, trouxe à luz um debate urgente e necessário sobre a segurança das mulheres em situação de violência de gênero. Na ocasião, a especialista enfatizou a importância fundamental de haver eficácia na fiscalização de ordens judiciais, apontando o cumprimento rigoroso de medidas cautelares como um mecanismo indispensável para monitorar suspeitos e prevenir novos crimes.
O caso que motivou o alerta
A participação da Dra. Celeste no programa teve como pano de fundo um caso emblemático ocorrido em São Paulo (SP). Na reportagem, foi retratada a dramática situação de uma jovem de apenas 19 anos que, mesmo após ter registrado quatro Boletins de Ocorrência (B.O.) e obtido uma medida protetiva de urgência, voltou a ser brutalmente agredida pelo ex-companheiro.
De acordo com o relato da vítima, que está separada do agressor há mais de um ano, o homem estava à espreita esperando a sua chegada em casa. No ataque, a jovem sofreu graves lesões no rosto e no corpo após ser espancada com socos, além de ter o seu aparelho celular roubado pelo ex-parceiro.
A luta do Instituto Pró Vítima
Diante de episódios recorrentes como este, o Instituto Pró Vítima reforça incansavelmente que a concessão de medidas protetivas precisa vir acompanhada de uma fiscalização estatal ativa e eficiente. A impunidade e a falha no monitoramento de agressores colocam vidas em risco diariamente, tornando imperativa a união entre o sistema de justiça, os órgãos de segurança pública e a sociedade civil para garantir a efetividade da proteção às mulheres.




