Aumento dos Casos de Feminicídio no Brasil: Dra. Celeste Leite dos Santos analisa dados do Anuário no Jornal da Record

Em entrevista exibida no dia 23/07, a presidente do Instituto Pró-Vítima debateu os indicadores de violência contra a mulher e destacou os principais desafios para a prevenção e o fortalecimento da rede de proteção.

Os números do mais recente Anuário Brasileiro de Segurança Pública acenderam novamente o alerta nacional: o Brasil registrou um aumento preocupante nos casos de feminicídio. Diante desse cenário alarmante, o Jornal da Record (Record TV) exibiu, no dia 23 de julho, uma reportagem especial abordando os fatores socioculturais e institucionais que perpetuam a violência extrema contra a mulher no país.

A matéria contou com a participação da Dra. Celeste Leite dos Santos — Promotora de Justiça em Último Grau do Colégio Recursal do MPSP e presidente do Instituto Pró-Vítima —, que analisou as falhas na prevenção e apontou caminhos para reverter esses indicadores.

Fatores que Alimentam o Aumento e Desafios na Proteção

Durante sua intervenção no telejornal, a especialista ressaltou que o feminicídio é o ápice de um ciclo contínuo de violência, muitas vezes precedido por agressões verbais, psicológicas, patrimoniais e físicas não denunciadas a tempo ou que não receberam a devida intervenção protetiva.

Dra. Celeste enfatizou que o combate efetivo ao feminicídio exige avanços em frentes essenciais:

  • Efetividade das Medidas Protetivas de Urgência: A garantia de que a resposta estatal seja rápida e com fiscalização constante do descumprimento por parte do agressor.

  • Ampliação e Qualificação da Rede de Apoio: Necessidade de reforçar o atendimento multidisciplinar (psicológico, jurídico e social) às mulheres em situação de vulnerabilidade, facilitando o acesso ao sistema de justiça.

  • Aprimoramento do Acolhimento às Vítimas: O fortalecimento do Estatuto da Vítima para garantir um olhar centrado nas necessidades de quem sofre a violência, evitando a revitimização nos canais formais de denúncia.

“O feminicídio não pode ser tratado como um fato isolado, mas como o resultado de um ciclo de violência que precisa ser interrompido nas suas primeiras manifestações. Fortalecer a prevenção é salvar vidas cotidianamente,” destacou a Dra. Celeste.

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O PRÓVÍTIMA (Instituto Brasileiro de Atenção e Proteção Integral às Vítimas) é uma associação de atenção e proteção integral à vítimas, sem fins lucrativos, independente de empresas, partidos ou governos.

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